sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O longo prazo premia a força de vontade

Vincent van Gogh (1853-1890), “A Noite Estrelada” (1889), pintura do acervo do MoMA em Nova York. (Publicado originalmente no grupo da Suno Research no Facebook em 28 de março de 2018.)
Vincent van Gogh (1853-1890), “A Noite Estrelada” (1889), pintura do acervo do MoMA em Nova York.

Quem ganha seu dinheiro de forma suada sabe que o mesmo não deve ser investido ao sabor da sorte. Existe alguma estratégia de investimento que premia mais o esforço do que o talento e a inteligência, que são variáveis? Existe e ela está ao alcance de todos.

Por Jean Tosetto 

Caminhamos pelos centros das grandes cidades e vemos muita gente talentosa exibindo seus dons diante de uma lata com algumas moedas. O violinista parece mais virtuoso do que aquele que casou com a filha de um cantor sertanejo. Porém, ele não está no programa da TV recebendo aplausos. Ele está olhando para você, esperando que reconheça seu esforço a ponto de tirar uns trocados do bolso, num gesto de agradecimento por alguns acordes inspiradores.

O que diferencia um músico do outro? Aos ouvidos de um leigo, quase nada. Mas a sorte parece ter faltado para um e sobrado para o outro – ou será que foram os contatos com as pessoas certas, ou a falta deles, que resultou em oportunidades distintas?

Por vezes, o universo parece ser indiferente com as pessoas. O melhor aluno da sala nem sempre é o melhor profissional do mercado de trabalho. O Doutor em Economia nem sempre consegue pagar as contas no fim do mês. Este pode viver em casa de aluguel e nem desconfiar que o dono dela já foi pedreiro por trinta anos – e sequer completou o ensino primário.

De algum modo, confundimos inteligência com instrução, e talento com garantia de sucesso. Somos educados para pensar assim, mas estamos errados.

Vincent van Gogh, nascido numa família holandesa de classe média alta, foi um fracasso em vida, embora a tenha dedicado à pintura, com mais de duas mil obras realizadas. Seu talento só foi reconhecido anos depois de seu passamento em 1890, a ponto dele ser considerado um gênio incompreendido de sua época.

O preço da realização

Inteligência e talento são fatores importantes? Sim. São decisivos? Nem sempre. Você já viu uma pessoa medíocre ocupando uma posição de destaque numa empresa ou numa repartição pública, pois seu grande trunfo era ser protegida por algum chefe ou cacique político? Você já espumou de raiva por causa disso? Eu também.

Em maior ou menor grau todos nós somos dotados de alguma inteligência e talento. Para o bem da sociedade, estas aptidões são distintas. Porém, o grande fator que diferencia as pessoas está na força de vontade.

É a força de vontade que permite a muita gente trabalhar em dois turnos e ainda cursar uma faculdade de noite. É a força de vontade que permitiu ao sujeito que passava fome no Vêneto se enfiar um transatlântico e descer no porto de Santos, sem saber em que sertão teria que arar a terra com uma enxada, antes de comprar o primeiro par de sapatos.

Quem cursa uma faculdade de noite ou troca de continente para ter uma vida melhor é movido inicialmente por um sonho. Sonhar é de graça. O que pode custar muito caro é a força de vontade – ou a falta dela – para realizar o sonho.

O ingrediente comum dos vencedores

Somente uma boa ideia não é suficiente para uma empresa prosperar. É preciso reunir uma equipe competente e capaz de trabalhar incansavelmente para alcançar metas. Para cada Steve Jobs, de quantos funcionários devotados uma Apple precisa para ser uma das empresas com maior valor de mercado no mundo? Mais de 40 mil. Da quantidade vem a qualidade.

Quando a imprensa divulga estimativas sobre o patrimônio bilionário de grandes investidores do mercado financeiro, como Warren Buffett nos Estados Unidos e Luiz Barsi Filho no Brasil, é compreensível que muitos associem o perfil deles com o de pessoas inteligentes e talentosas.

Porém, basta estudar um pouco a biografia de ambos para constatar um traço de personalidade em comum: eles cultivaram a força de vontade por décadas, permitindo a eles serem parceiros de grandes empresas, mesmo quando elas atravessavam momentos de baixa nas cotações.

O motor de qualquer estratégia vencedora de investimentos é ter capital suficiente para fazer aportes recorrentes no mercado de capitais. Para quem ainda não colheu os primeiros dividendos para reinvestir, esse capital só fica disponível quando alguém consegue viver com menos do que ganha.

A pedra angular da educação financeira

O princípio da educação financeira é justamente conseguir poupar dinheiro mensalmente. É preciso ter a inteligência acima da média para compreender isso? De modo algum. É preciso ter algum talento para conseguir isso? Só se for para manter o atual padrão de consumo e aumentar a renda no ofício. Mas este não é um aspecto fundamental.

O fundamental para economizar dinheiro é ter força de vontade. Saber que é preciso deixar de ir ao restaurante favorito uma vez por semana, para ir apenas uma vez ao mês, é fácil. Difícil é resistir à tentação e à comodidade da jantar fora de casa. Saber que a camisa polo de marca custas três vezes mais que a camisa genérica – e tão boa quanto – é fácil. Difícil é controlar a vaidade.

Se, para investir suas economias no mercado financeiro as pessoas dependessem de muita inteligência e talento, então as empresas de capital aberto quebrariam uma após a outra, pois as Bolsas de Valores ao redor do mundo agregam pessoas de vários extratos da sociedade. Mesmo os grandes fundos de investimento também captam recursos de trabalhadores comuns.

Persistir até conseguir

Uma das belezas do mercado de capitais é que, independente do talento e da capacidade intelectual das pessoas, ele vai premiar quem investe no longo prazo, com força de vontade, mesmo quando a estratégia for defensiva e conservadora, baseada em dividendos que são reinvestidos juntos com novos aportes, por anos a fio.

Professores, médicos, advogados, engenheiros, comerciantes, nutricionistas. Eles não possuem obrigação alguma de saber se a empresa A é melhor que a empresa B para investir. Eles são úteis para a sociedade dedicando-se com afinco em seus ofícios.  Se eles quiserem atuar como investidores, vão precisar de parte desse afinco para poupar recursos.

Eles não dispõem de tempo para fazer jogadas mirabolantes com alta rentabilidade e alto risco, capazes de levá-los ao Olimpo ou à sarjeta em questão de minutos. Por isso eles precisam investir no longo prazo, em ativos suportados por gente como eles: repleta de força de vontade.

É para isso que a Suno Research existe: para ajudar pessoas que tem força de vontade a investir com inteligência, e para que elas descubram que possuem o talento de buscar a independência financeira no longo prazo. Faça uma assinatura hoje mesmo.

Veja também:


Vivalendo.com recomenda:

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Stan Lee e os gibis do Homem Aranha

As revistinhas do Homem Aranha ainda estão guardadas numa caixa de papelão.
As revistinhas do Homem Aranha ainda estão guardadas numa caixa de papelão.

Crianças não gostam de mudanças drásticas. Em 1984, tinha meus incríveis oito anos de idade e morava numa casa de esquina perto da escola Mascarenhas, para onde ia caminhando logo cedo, junto com os colegas que moravam na mesma rua ou em ruas paralelas.

Um dia meus pais sismaram de mudar para uma chácara, no distante bairro do João Aranha. Mudei também de escola e perdi contato com minha turma. Até fazer novas amizades demorou um pouco, mas uma das poucas vantagens que percebi naqueles dias era que estudaria de tarde. Ou seja: teria tempo de ver desenhos animados que só passavam de manhã.

A Record não pegava mais em Paulínia naquela época, então não dava mais para torcer por Speed Racer. Mas a Globo apresentava o desenho do Homem Aranha, que logo tornou-se meu herói favorito.

Nos domingos de manhã meu pai gostava de ir até a banca de jornais do centro para comprar o Estadão, ou o Correio Popular, ou os dois. Íamos juntos, pois era uma viagem. Entre João Aranha e Paulínia havia poucas casas no Jardim Planalto e no Alto de Pinheiros. O resto do percurso era repleto de canaviais e pastagens.

Além de comprar jornais, meu pai nos dava gibis de presente. Meu irmão gostava do Tio Patinhas e do Pato Donald. Minha irmã preferia Mônica e Cascão. Em novembro de 1984 pela primeira vez escolhi uma revistinha do Homem Aranha. Era o número 17 da Editora Abril. Ali começava uma pequena coleção de gibis de super-heróis.

O Homem Aranha dos gibis era diferente do personagem mostrado no desenho animado. Na TV Peter Parker era um cara bem resolvido, sendo amigo da Mulher de Fogo (esqueci o nome correto) e do Homem de Gelo. Porém, nas revistas em quadrinhos ele tinha seus problemas com os estudos, com as namoradas e com a falta de grana.

Para um garoto de quase nove anos isso era novidade e logicamente fui influenciado pela leitura recorrente. Peter Parker era aplicado nos estudos e eu também queria ser. Ele era bom de Ciências e ajudava o professor no laboratório da universidade. Achava aquilo o máximo e queria ser fotógrafo de jornal também. Até hoje quero.

Somente alguns anos depois notei que o Homem Aranha era uma criação de Stan Lee, em parceria com Steve Ditko. Nas revistas da Marvel publicavam algumas cartas dele, que tinha um jeito bem humorado de escrever, e eu também queria ser assim.

Logo me interessei por outros tipos de histórias em quadrinhos. Meu pai me comprava álbuns do Tintim. O tio Gijo me deu dois livros de luxo do Príncipe Valente, e o tio Dário me presenteou com a coleção quase completa do Asterix. Adorava aqueles quadrinhos e quando conheci o personagem The Spirit, de Will Eisner, fui levado para as Graphic Novels, e daí para os livros.

Se você perguntar se ainda leio gibis, responderei que raramente folheio algum. Quando os personagens da Marvel chegaram no cinema, fazendo de Stan Lee um sujeito cada vez mais rico, cheguei a ver os primeiros filmes, mas perdi a paciência com essas coisas, embora não renegue a importância que este universo de personagens teve em minha formação.

Com a notícia do passamento de Stan Lee, ao 95 anos de idade, uma porção de boas memórias aflorou em minha mente. O que me deixa contente é que ele continua me inspirando. O descendente de judeus romenos trabalhou desde cedo numa editora de histórias em quadrinhos. Seu sonho, no entanto, era ser dramaturgo e escritor de literatura séria.

Beirando os quarenta anos de idade, Stan Lee estava descontente com sua carreira e pensava em abandonar seu ofício, pois a empresa onde trabalhava, a Marvel, estava com as vendas de revistas decaindo.

Foi então que, num gesto de "tudo ou nada", ele pediu a liberdade para criar personagens nos quais realmente acreditava. Isso foi no começo da década de 1960, quando o sucesso do Quarteto Fantástico bancou a nova postura de Stan Lee, que criou também Hulk, Thor, Homem de Ferro, X-Men, entre tantos outros - além, é claro, do Homem Aranha.

Se sua carreira decolou tardiamente nos gibis, somente beirando os 60 anos de idade Stan Lee ganhou espaço na televisão, com as séries de Hulk e Homem Aranha. Mas o melhor ainda estava por vir, com a explosão dos seus personagens nos cinemas, onde o quadrinista cansou de fazer pontas, já ultrapassando os 70 anos de idade. Desde então ele diminuiu seu ritmo de trabalho, mas nunca se aposentou.

De todos os personagens que Stan Lee criou, talvez o maior deles foi ele mesmo.

Veja também:

Ora bolas de gude

Vivalendo.com recomenda:

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Uma boa carteira de ações é como uma adega

Uma boa carteira de ações é como uma adega (publicado originalmente em 12 de janeiro de 2018 no grupo da Suno Research no Facebook).

O enófilo que aprecia um bom vinho tem muito em comum com o investidor de valor que acompanha uma grande empresa: ambos são estudiosos e cultivam a paciência e a disciplina, evitando riscos e ressacas.

Por Jean Tosetto *

O vinho é uma bebida fermentada milenar registrada na História desde os tempos das escrituras sagradas. Seu processo de produção requer cuidados que fazem das vinícolas um dos empreendimentos mais complexos e antigos da sociedade. Aqueles que, além de apreciar os vinhos, estudam os seus pormenores, são considerados enófilos.

Você dificilmente verá um enófilo diante de uma gôndola de supermercado, estudando o rótulo de um vinho de mesa suave. Vinhos desse tipo são produzidos em larga escala para consumo imediato. A composição deles recebe açúcar para aumentar a sua aceitação perante um público maior.

O problema de consumir vinhos de tal naipe em excesso é que, apesar de seu sabor convidativo, em geral eles provocam fortes ressacas. Um enófilo nunca vai dizer: “No começo é assim, mesmo. É preciso se acostumar com as dores de cabeça das ressacas, pois elas sempre acontecem”.

Ao contrário, o conselho será diferente: “Você quer se dar bem com os vinhos? Deixe os suaves de lado. Aprenda a valorizar o sabor dos vinhos secos, que descansam um bom tempo em barris de carvalho”.

A cultura do vinho e do investimento

Enófilos são como investidores de longo prazo. Eles não praticam day trade, pois tem aversão às ressacas que tais operações provocam. Se a possibilidade do lucro rápido é bem adocicada, a dor de cabeça do prejuízo vindouro é inevitável.

Os enófilos cultivam a paciência e a disciplina. Muitos deles investem em garrafas de vinho de safras recentes, esperando que elas valorizem com o tempo, guardando as mesmas em suas adegas. Uma garrafa envelhecida de ótima safra, quando comprada tardiamente, é cara demais.

Algo semelhante ocorre no mercado de capitais. As ações da Ambev são ótimas, possuem sólidos fundamentos – e a empresa nem é focada em vinhos, mas em outra bebida fermentada: a cerveja. O problema das ações da Ambev é que elas ficaram caras. Se elas ainda podem ser um bom negócio, este não terá o mesmo retorno de quem investiu nelas há pelo menos dez anos.

Por isso, uma boa carteira de ações de um investidor de longo prazo é como uma adega no subsolo da casa de um enófilo. Ambas devem estar bem protegidas dos riscos elevados e das temperaturas externas, para evitar que as garrafas de vinhos e os lotes de ações se convertam em vinagre.

Um investidor não fica expondo sua carteira por aí. Em geral somente outros investidores de sua confiança tem acesso a ela. O mesmo acontece com as adegas dos enófilos: eles não as mostram para aqueles que não entendem do riscado, embora aumentar a network seja fundamental para o crescimento de ambos: o investidor e o enófilo.

Cuide da sua carteira como um enófilo cuida da sua adega

Garrafas de vinho, assim como lotes de ações, nunca devem ficar abandonadas no fundo das adegas ou das carteiras de investimentos. Enófilos e investidores estão sempre revendo suas preciosidades. Se os enófilos giram suas garrafas de vinho de tempos em tempos, para evitar a decantação excessiva das leveduras, os investidores por vezes precisam promover um giro em seus portfólios, ao verificarem melhores oportunidades.

Outro aspecto importante que podemos verificar, tanto numa carteira de investimentos quanto numa adega sortida, é justamente a diversificação. Se enófilos cultivam vinhos tintos, brancos e rosados; investidores cultivam ações de empresas, cotas de fundos imobiliários e eventualmente debêntures. Cada tipo de investimento será adequado a um perfil de renda passiva, assim como cada tipo de vinho será indicado para acompanhar carnes e massas diferentes.

A parceria com quem sabe fazer

Enófilos não são necessariamente enólogos, assim como investidores não são necessariamente empreendedores, embora uns não vivam sem os outros. O mercado de vinhos e o mercado de capitais dependem da parceria entre estas figuras que podem ser distintas, mas interdependentes.

O enólogo é aquele que está à frente da produção do vinho, desde o preparo do solo, passando pela manutenção dos parreirais – que podem atravessar décadas se receberem o manejo correto – chegando ao processo de vinificação que definirá as estratégias de distribuição para o mercado.

Bons enólogos cultivam rosas nas cabeceiras dos parreirais. Por terem o arranjo de DNA semelhante ao verificado nas videiras, as roseiras, sendo mais sensíveis ao clima e às pragas, antecipam sintomas que permitem as correções de rumo nas vinícolas. Se as roseiras não dão lucros por si só, elas podem ajudar a prevenir futuros prejuízos.

Do mesmo modo, os empreendedores precisam cultivar roseiras em seus negócios. Por vezes as roseiras podem ser empresas de consultoria, capazes de antecipar tendências de mercado, além de antever situações de risco para o empreendimento.

Conhecendo o negócio de perto

Bons enófilos visitam vinícolas antes de adquirir vinhos e estão sempre em contato com os enólogos. De modo semelhante deve agir o investidor consciente: antes de realizar algum aporte em determinada empresa, ele deve estudá-la profundamente, de preferência visitando suas instalações e conversando com os empreendedores.

Como nem sempre isto é possível, as empresas se valem do departamento de relações com investidores no qual os parceiros em potencial podem obter as informações necessárias para a tomada de decisões.

Tais quais as empresas que operam em setores distintos da economia, como o energético, o financeiro e o de varejo; as vinícolas trabalham com qualidades diversas de uvas, como Cabernet Sauvignon, Malbec e Tannat, gerando as preferências entre os enófilos.

A produção de vinhos nobres depende de uvas selecionadas que se adaptem às condições climáticas de cada vinícola. Do mesmo modo, as empresas boas pagadoras de dividendos devem operar em negócios perenes, nem sempre disponíveis em qualquer situação.

Melhorando com o tempo

Um enófilo, bem como um investidor de longo prazo, não se cria da noite para o dia. Ele é resultado de anos de aprimoramento e busca constante de conhecimento. Ambos desenvolvem uma cultura geral em torno dos assuntos pesquisados, fazendo deles donos de conversas agradáveis para os interlocutores aprendizes.

Fonte de consulta

Não poderíamos encerrar a comparação do mercado financeiro com o mercado viticultor sem mencionar a importância do sommelier. O sommelier é o especialista que prepara cartas de vinhos para restaurantes e eventos diversos, selecionando as melhores bebidas para cada ocasião. No ambiente da Bolsa de Valores o sommelier é como um analista de valores mobiliários, habilitado para tecer recomendações para investidores.

Bons enófilos sempre estão consultando sommeliers e suas cartas de vinhos. Grandes investidores não deixam de ler os relatórios dos melhores analistas de valores. Sommeliers possuem contato constante com enólogos e vinícolas, assim como analistas acompanham as melhores empresas e fundos de perto.

Tim tim

Na Suno Research você tem acesso à melhor carta de ações de empresas e cotas de fundos imobiliários para abastecer a sua adega de investimentos com foco no longo prazo. Nossos sommeliers te manterão longe das ressacas e perto de outros investidores, através dos eventos exclusivos que a casa de análise promove. Faça sua assinatura ainda hoje. Brindemos ao seu futuro.

* Jean Tosetto é coautor do Guia Suno Dividendos, escrito em parceria com Tiago Reis e disponível na Livraria Cultura, na Amazon ou diretamente com a Editora CLA.


Veja também:

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bolsonaro: do Vêneto para Brasília

O mapa do Vêneto segundo o Google.

Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente da República. Os grandes veículos de comunicação, que antes o desprezavam (era apenas um deputado do baixo clero) passaram a tratá-lo como um representante da extrema-direita reacionário (quando ele começou a chamar a atenção do eleitor da classe média). Após a festa por sua vitória, depois de 57 milhões de votos, já se ocupam de contar sua história de vida em tom novelesco.

Sabemos que "Jair" é uma homenagem de seu pai ao craque Jair Rosa Pinto, o jogador mais raçudo que já vestiu a camisa do Palmeiras na década de 1950. O "Messias" fica por conta da mãe, católica fervorosa.

E "Bolsonaro"? Trata-se de um sobrenome italiano, cuja grafia original é "Bolzonaro". Como muitas famílias italianas que vieram para o Brasil a partir de 1870, os Bolsonaros (Bolzonari) vieram do Vêneto, uma região do norte da Itália cuja cidade mais conhecida é Veneza. No entorno de Padova ainda existem parentes italianos do novo presidente do Brasil.

Nunca vi Jair Bolsonaro na minha frente, mas tenho a impressão de que ele é meu conhecido. Talvez seja seu jeito simples de conversar, que lembra aquele tio do churrasco que impõe seus argumentos falando mais alto. Acredito que muitas pessoas estejam sentindo algo parecido. Vemos tanto Jair Bolsonaro na TV e na Internet que ele nos parece familiar.

Sou um Tosetto. Minha família paterna também veio do Vêneto (Noventa Vicentina), de modo que reconheço alguns traços da personalidade do capitão reformado em alguns de meus parentes. Ele tem um jeito meio desleixado, típico de italianos. Veja o cenário improvisado de seus vídeos caseiros: bandeira do Brasil fixada na parede com fita crepe, toalha estampada sobre a mesa com jarra plástica de suco comprada na feira. Jair Bolsonaro toma água de moringa enquanto xinga seus adversários da esquerda.

O quartel general dos carcamanos - termo preconceituoso alusivo aos italianos no sul do Brasil (foto: Facebook).
O quartel general dos carcamanos - termo preconceituoso alusivo aos italianos no sul do Brasil.

Essas improvisações são coisas de gente pão-dura. E os italianos são pão-duros, turrões e teimosos. Boa parte disso se explica pelo fato de um pai italiano querer o melhor para sua família. Os italianos economizam para não faltar comida no prato dos filhos. Mesmo quando deixam de ser pobres esse comportamento fica enraizado neles.

Mas os italianos tem também um senso de justiça muito próprio, determinação e vontade de fazer o que é certo, ao menos o que eles entendem que é o certo. Se um italiano coloca uma coisa na cabeça, ele vai até o fim, sem dar bola para a torcida.

Quando um italiano quer fazer o que é certo, então a improvisação fica de lado. A beleza e a perfeição se misturam num ideal a ser perseguido. Por isso, no meio do caos surgem as obras primas: vide a arquitetura de Florença, os carros de Turim, a moda de Milão, a história de Roma, a culinária de Nápoles.

O Brasil terá seu primeiro presidente com sobrenome italiano eleito democraticamente. Num país que recentemente tem discutido tanto a dívida cultural com índios e afrodescendentes, poucos falam da importância dos imigrantes italianos para o desenvolvimento do país. Não só dos italianos, mas também de todos os europeus, árabes e asiáticos. O Brasil é a Terra Prometida de muita gente.

Nunca um descendente de italianos ocupou um cargo tão importante antes no Brasil, num momento tão crucial. Esse é justamente o meu medo: que Bolsonaro nos decepcione. O italiano gosta de duvidar. Duvidar faz parte de seu jeito provocador. Um italiano incentiva o outro dizendo que tudo dará errado e que se der errado a bronca será homérica, fora a surra.

Sinceramente, acredito que o Brasil ainda passará por anos muito complicados. A situação ainda vai piorar antes de melhorar, em vários sentidos. Embora tenha votado no Bolsonaro por exclusão, não sou Bolsonarista. Vejo restrições quanto à sua capacidade de comandar o Poder Executivo de um país continental.

Se o Jair Bolsonaro que predominar for aquele desleixado e improvisador, estamos ferrados! Mas se for o Jair Bolsonaro determinado, que em quatro anos saiu do baixo clero da câmara dos deputados para ser eleito presidente, então temos alguma chance. Que ele possa perseguir a beleza e a perfeição e contaminar sua equipe de ministros e assessores com este ideal.

Embora tenha minhas dúvidas, jamais torcerei contra só para ter razão. Quero dar o braço a torcer. Se der certo, será bom para todos. Se der errado, nós saberemos cobrar.

Veja também:

terça-feira, 16 de outubro de 2018

A energia que vem do sol

O sol: fonte de energia e de poesia.
O sol: fonte de energia e de poesia.

Boa parte da energia elétrica que o Brasil consome vem das usinas hidrelétricas, cujas instalações consomem de milhões a bilhões de reais, provocando o alagamento de grandes áreas no entorno dos rios. Com a mudança no regime histórico de chuvas e o aumento da estiagem prolongada em várias regiões do Brasil, o custo da energia elétrica vem aumentando em função do uso complementar de usinas termoelétricas, altamente poluidoras.

Antigamente, a quase totalidade das famílias brasileiras dependiam do fornecimento de energia elétrica por terceiros, uma vez que pouquíssimas propriedades rurais contavam com recursos hídricos suficientes para alimentar pequenas usinas particulares. A alternativa mais viável era o uso de geradores movidos a óleo diesel, com severas restrições de durabilidade.

Há algumas décadas os avanços tecnológicos vem permitindo o uso de energia elétrica através de usinas eólicas, igualmente caras e inviáveis para as pessoas físicas. Grandes empresas geradoras de energia elétrica, com a Engie, estão investindo pesadamente em campos localizados em regiões com incidência constante de ventos.

Aos poucos, porém, o brasileiro vem descobrindo uma fonte de energia elétrica alternativa e cada vez mais viável: através de painéis fotovoltáicos instalados em coberturas de construções - mesmo que de pequeno porte - já é possível economizar até 95% da conta de energia da concessionária.

Há algumas décadas os painéis solares já vem sendo instalados nos lares brasileiros, mas para fazer o aquecimento da água. No entanto, esteticamente, já estamos nos acostumando com eles nos telhados de casas e comércios. A diferença é que agora os painéis geram, também, energia elétrica.

Diversas empresas estão surgindo no mercado para atender a demanda crescente por painéis fotovoltáicos que duram em média 25 anos ou mais. O aumento da concorrência vem derrubando os preços e alguns empreendedores do ramo inclusive financiam a instalação dos equipamentos.

Em nosso escritório de Arquitetura, já orientamos o engenheiro eletricista Sylvio Zanetti para desenvolver todos os projetos de instalações elétricas com previsão para receber o sistema de geração de energia solar fotovoltáica, cujo excedente pode ser vendido para a própria concessionária de energia local, aumentando ainda mais a economia com as contas mensais e abreviando o retorno do investimento.

De acordo com o engenheiro Magri Junior, da Ensolar, o investimento em equipamentos de geração de energia, usando o sol como fonte, valoriza o imóvel e se paga em poucos anos pela economia gerada junto com a energia, vencendo muitas aplicações bancárias de montante semelhante.

Segue um vídeo institucional da empresa com sede em Atibaia, São Paulo:


Serviço:

Eng.º J. M. Magri Junior
19 99666 5222
vendascamp@ensolarecia.com.br
www.ensolarecia.com.br

Veja também:

sábado, 13 de outubro de 2018

Nossa Tita se foi...

Tita, a nossa calopsita, eternizada nos traços de uma menina de cinco anos.
Tita, a nossa calopsita, eternizada nos traços de uma menina de cinco anos.

Já contei sobre a Tita, a nossa calopsita? No primeiro texto que dediquei para ela, já antecipava um dia triste que certamente chegaria:

"Será muito difícil se um dia ela nos deixar. Ela toma conta de nossa casa sempre que saímos juntos. A Tita faz parte da nossa família."

Infelizmente este dia chegou com um agravante: a Tita não morreu por causa da idade, mas foi vítima de um gato.

Contando assim parece algo trivial, mas não imaginava que ficaria com um nó apertado na garganta para relatar isso. Foi um descuido nosso. Há dois dias deixamos a gaiola dela na garagem por um breve momento, para um banho de sol, pois o local é aberto para o nosso quintal. Um gato, que apareceu recentemente na vizinhança e passou a rondar nossas portas e janelas, se aproximou e - isso é tudo que deduzimos - lhe atacou pelas grades.

Bastou uma patada. O gato arranhou a Tita por baixo de sua asa direita, lhe arrancando algumas penas e provocando um sangramento que logo estancou. Assim que percebemos o ocorrido, levamos a gaiola de volta para dentro de casa.

Aparentemente tinha sido apenas um susto. Mas no dia seguinte ela parou de cantar. E hoje cedo estava no piso da gaiola, tentando respirar estufando o peito rapidamente. Concluí que ela estava sofrendo uma embolia pulmonar e pressenti que seria seu último dia.

Chamamos o veterinário, mas só deu tempo dele acompanhar seu último suspiro. Eu a enterrei ao lado de uma roseira que transplantei para o nosso jardim. Coloquei seixos brancos sobre sua cova, para demonstrar algum respeito.

A Tita gostava das bandas que eu gosto: Beatles, Oasis, Kinks. Eu assobiava "Waterloo Sunset" para ela, que vinha no canto da gaiola e me acariciava na bochecha. Encostava seu bico em meu nariz também. Assobiávamos juntos. Eu repetia suas frases e depois ela tentava me copiar também. E não fazia isso com mais ninguém.

Certa vez coloquei "Across The Universe" para tocar e ela assobiou de alegria.

Isso nunca mais vai acontecer.

"É só uma calopsita" - você pode pensar. Mas quem já colou cartaz de procura por um animal de estimação perdido sabe do que estou tratando. A gente não se importa muito com a dor dos outros, até que acontece conosco.

A gente deixava a porta da lavandeira aberta quando almoçava e jantava. Ela nos espiava pela diagonal do campo de visão para a sala de jantar e ia comer sua ração também. Ela adorava alface. Quando o potinho do alface estava vazio, ela assobiava com a cabeça dentro dele.

Ironicamente, na última semana de vida dela, eu estava conversando com minha esposa sobre os etruscos, o primeiro povo que ocupou a região onde hoje é Roma. Nossos antepassados construíam verdadeiras casas no lugar das sepulturas sob o solo. Pinturas nas paredes encontradas atestavam que animais de estimação também eram retratados. Para os etruscos, os pets também teriam uma vida após a morte, quem sabe num Paraíso.

Então me levantei da mesa, fui até a Tita e disse para ela:

- Espero que o Papai do Céu leve você para o Paraíso um dia. Lá você não será mais caolha e não ficará presa numa gaiola. Poderá voar pelos campos de flores e quem sabe voltar para perto de nós.

Vendo tudo em perspectiva sei que nós, seres humanos, somos minúsculos diante da grandeza de tudo que está abaixo do Firmamento. Mas se a gente se importa tanto com uma simples calopsita, talvez nós também sejamos especiais para alguém que nos observa sobre uma grande redoma invisível.

Se este alguém estiver lendo isso, ou ouvindo nossos pensamentos, peço que cuide de nossa Tita.

Veja também:

sábado, 6 de outubro de 2018

A Suno também é uma casa publicadora de livros

Jean Tosetto - arquiteto e escritor, Fabio Humberg - editor da CL-A Cultural, e Tiago Reis - fundador da Suno Research.
Jean Tosetto - arquiteto e escritor, Fabio Humberg - editor da CL-A Cultural, e Tiago Reis - fundador da Suno Research.

Livros estão mais perto da mentalidade do investimento de longo prazo do que o senso comum reza. Se o objetivo dos investidores de valor é obter a independência e a liberdade financeira através do mercado de capitais, os leitores de livros – em geral – obtém a independência por meio do pensamento crítico e a liberdade em relação às amarras dos ditados populares.

Portanto, livros que tratam de investimentos no mercado financeiro atuam duplamente na busca do leitor e investidor pela independência e pela liberdade, num sentido mais amplo. Quem lê habitualmente livros sobre estratégias de investimentos deseja quase sempre adquirir mais autonomia para desenvolver as próprias análises perante as diversas oportunidades que as Bolsas de Valores propiciam ao longo dos anos.

Por isso, a Suno Research, casa independente de análise sobre investimentos no mercado financeiro que atua também no campo da educação financeira, não poderia ficar de fora do mercado de livros.

Pode haver uma contradição neste princípio, uma vez que o foco da Suno é fornecer relatórios sobre ativos para seus assinantes. Num primeiro momento pode parecer proveitoso que o perfil de assinantes de um serviço como o da Suno seja de alguém submisso e dependente de suas recomendações, e que ensiná-los a ter mais autonomia para fazer as próprias análises pode ser uma motivação para a não renovação futura das assinaturas.

Mas a realidade indica que quanto mais alguém estuda o mercado financeiro, maior é a necessidade de acessar os pareceres de analistas profissionais para confrontar os dados e validar, ou não, suas premissas. Ao direcionar esforços para o desenvolvimento pessoal de investidores que acompanham seus serviços, a Suno está colaborando com o mercado brasileiro como um todo, além de aumentar as possibilidades de novas recomendações para novos investidores.

Este, portanto, é um jogo de ganha-ganha, como deveriam ser todos os negócios do sistema capitalista.

Livros para tirar a pessoa da imobilidade

Antes de lançar seu primeiro livro, a Suno estudou o mercado brasileiro de livros sobre investimentos em renda variável e constatou uma lacuna justamente nos livros de entrada para o mercado de capitais, que sejam voltados para quem tem pouca ou nenhuma experiência no assunto. Os livros estrangeiros que são traduzidos para o português geralmente não abordam a realidade brasileira ou são complexos demais para os leigos.

O desafio proposto, então, seria elaborar livros que pudessem ser de fácil entendimento para os principiantes, sem deixar de acrescentar algo positivo e relevante para aqueles que já assimilaram a importância de operar com regularidade na Bolsa de São Paulo.

Ao invés de produzir tijolos de 600 páginas difíceis de digerir, a Suno optou por livros que fossem assertivos em suas abordagens, de modo que os três volumes já lançados da coleção Guia Suno tem entre 115 e 151 páginas equivalentes ao formato A5, na versão eletrônica disponível na loja virtual da Amazon.

Nada impede que no futuro a Suno venha a lançar livros mais densos e voltados para investidores qualificados. Tudo vai depender da evolução da própria coleção Guia Suno, que já tem mapeado diversos temas que receberão a atenção da empresa nos próximos anos.

Outro aspecto da estratégia adotada pela Suno é lançar os livros inicialmente em formato eletrônico, o que permite oferecê-los por preços mais acessíveis e democráticos, além de receber dos leitores um importante feedback. Isto ajuda os produtores de conteúdo no aprimoramento de cada livro, que conforme a aceitação do público terá mais chances de ganhar a tradicional versão impressa, cuja logística para revisão, edição e lançamento ocorre num ritmo bem mais cadenciado.

Guia Suno Dividendos

É o que ocorreu com o Guia Suno Dividendos, lançado em dezembro de 2017 na versão eletrônica na Amazon, que ganhou sensíveis aprimoramentos na versão impressa elaborada em conjunto com a Editora CL-A Cultural, que apresentou a primeira tiragem ao público em setembro de 2018. Vale lembrar que os aprimoramentos incorporados na versão impressa automaticamente são atualizados na versão eletrônica, de modo que os primeiros leitores do livro não ficam prejudicados.

Para adquirir a versão eletrônica do Guia Suno Dividendos clique aqui:
https://amzn.to/2DVzbtl

Para adquirir a versão impressa do Guia Suno Dividendos clique aqui: https://editoracla.commercesuite.com.br/financas/guia-suno-dividendos-a-estrategia-para-investir-na-geracao-de-renda-passiva

Guia Suno de Contabilidade para Investidores

Se não fosse pela letargia provocada pela Copa do Mundo de Futebol da Rússia, o Guia Suno de Contabilidade para Investidores poderia ter sido lançado um pouco mais cedo, mas ele foi apresentado somente no final de julho de 2018. De certo modo, este livro é um desdobramento de um capítulo importante do Guia Suno Dividendos, que por sua vez apresenta uma visão mais geral sobre a estratégia voltada para o longo prazo.

O Guia Suno de Contabilidade para Investidores tem um grau maior de aprofundamento para a leitura e análise dos Balanços Patrimoniais das empresas de capital aberto, bem como das Demonstrações de Resultados de Exercício e Demonstrações de Fluxo de caixa.

Para adquirir a versão eletrônica do Guia Suno de Contabilidade para Investidores clique aqui:
https://amzn.to/2Qk7BMa

Guia Suno Fundos Imobiliários

Junto com a primavera chegou o Guia Suno Fundos Imobiliários. Este é um livro ideal para aqueles que relutam em investir em renda variável. Os fundos imobiliários representam uma alternativa de investimentos segura e rentável, que por si só é capaz de trazer a independência financeira no longo prazo, através da geração progressiva de renda passiva. Muitas pessoas entram na Bolsa de Valores em função dos fundos imobiliários e acabam migrando parte de sua carteira de investimentos para as ações pagadores de dividendos, de modo que a leitura completa da coleção Guia Suno se revela altamente profícua.

Para adquirir a versão eletrônica do Guia Suno Fundos Imobiliários clique aqui:
https://amzn.to/2R6uyPP

A Suno quer mais

As tratativas da Suno Research com a Editora CL-A Cultural para desenvolver a versão impressa do Guia Suno de Contabilidade para Investidores, bem como do Guia Suno Fundos Imobiliários, já estão bem adiantadas e os lançamentos devem ocorrer no ano de 2019, em paralelo com novos lançamentos de livros na versão eletrônica.

Um novo tempo se aproxima no mercado nacional de capitais e de livros, e os leitores e investidores brasileiros em breve não precisarão mais recorrer aos livros escritos em outras línguas e para outras realidades. Com o crescimento sustentável da coleção Guia Suno, cada vez mais pessoas terão acesso às informações essenciais para se desenvolverem como investidores autônomos e cientes de que a liberdade e a independência financeira são plenamente alcançáveis.

Ler é um dos melhores investimentos que qualquer um pode fazer.

Veja também: