sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

A coleção de livros da Suno

Oito livros da Suno que merecem integrar sua biblioteca.
Oito livros da Suno que merecem integrar sua biblioteca.

Se você reparar bem, as coisas boas da vida não dão sopa por aí. Saia para caminhar por sua cidade: você enxerga mais ordem ou caos? Seja sincero ao observar o que as pessoas fazem no trânsito, especialmente num país como o Brasil, onde ciclistas pedalam no meio da rua e carros estacionam nas ciclovias, por exemplo. Para encontrar um pouco de ordem é preciso procurar onde as regras são respeitadas.

O mesmo se aplica para a felicidade. As pessoas nas calçadas, em dias de chuva, não saem dançando por aí, cantando umas para a outras. Isso só acontecia nos filmes antigos de Hollywood. O que mais vemos nas praças são transeuntes com faces angustiadas enquanto caminham apressadamente, a demonstrar que o modo padrão, no qual a realidade se apresenta, é baseado no sofrimento e não no prazer. A felicidade, se existe, precisa ser buscada.

A liberdade precisa ser buscada também. Paz de espírito, saúde... as melhores coisas da vida exigem cuidados, pois não são oferecidas em cada esquina. Cabe a cada um a iniciativa para atingir esse estado de satisfação, sem cair nas ilusões dos caminhos mais fáceis e largos.

Com os livros acontece algo semelhante. Os melhores livros precisam ser procurados. Você não tropeça neles quando entra numa loja de conveniência num posto de combustíveis de beira de estrada. Eles não estão nas vitrines das grandes livrarias, mas muitas vezes escondidos nos corredores dos fundos.

Por alguma razão, os melhores leitores não são como peixes capturados por redes de arrasto. Eles tão pouco mordem iscas nos pesque-e-pagues da vida. Os melhores leitores também precisam ser buscados. Quando bons leitores se encontram com bons livros, a felicidade vem junto e o mundo passa a fazer sentido. Passa a ter alguma ordem ou, no mínimo, uma proteção para o caos.

Bons livros libertam bons leitores em vários sentidos e todo esforço para fazer eles se encontrarem é válido. A CL-A Editora acredita que os livros da Suno se enquadram nesta categoria e está fazendo sua parte para facilitar a busca dos melhores leitores: aqueles que sabem que um bom livro é um bom investimento.

Os livros da Suno tratam justamente sobre os investimentos, no aspecto diretamente relacionado com o mercado financeiro. Sabemos que os ativos das Bolsas de Valores não possuem as soluções para grande parte dos problemas da humanidade, mas certamente as empresas e fundos fazem parte do time que trabalha neste sentido. Por isso, os livros da Suno são escritos por alguns dos melhores analistas do Brasil e editados por gente apaixonada o suficiente para, além de entregar o seu melhor, se entregar por inteiro a este nobre ofício.

Agora, por um desconto realmente amigável, você pode encomendar oito livros impressos da Suno, reunidos numa coleção para enriquecer a sua biblioteca, além de enriquecer o seu repertório intelectual numa área cada vez mais essencial para todos aqueles em idade ativa.

Já tem os livros da Suno? Que bom! Considere dar esta coleção de presente para alguém especial.

Sua busca terminou. Clique no link a seguir para ter certeza disso:

https://amzn.to/3fJPJVR

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Algumas palavras sobre o metaverso


No mundo real, agradeça por ser impossível provar a existência de Deus, pois o suporte para o seu livre arbítrio vem disso. Mas em cada metaverso há um programador, um criador, um dono querendo ser onipotente e onisciente. Logo, não pense que você pode ser o que quiser num metaverso.

Se existe um Deus no universo físico, ele não está interessado em vender seus dados para quem quiser pagar mais. Cuide bem de seus dados e, se você acredita, cuide bem de sua alma, que está ansiosa para experimentar as dores e os prazeres da vida real, enquanto habita em seu corpo.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

O sinal do tempo e do trabalho

Não sabemos quanto tempo nos resta.
Não sabemos quanto tempo nos resta.

 

Amigos, escrevi o texto a seguir em meu perfil do Facebook, em 19 de novembro de 2014. Portanto, há sete anos. Considerando que seu teor continua válido, republico o breve artigo neste blog para alertar os arquitetos mais jovens sobre a importância de dar valor para o tempo e para o trabalho.

"

Tem certas coisas que você só aprende na prática, pois dificilmente os profissionais mais tarimbados no mercado passam parte de seu valioso tempo ensinando os mais jovens. Nem sempre os professores da faculdade, que são pagos para fazer isso, possuem vivência no mercado para tanto.

Pessoalmente, gostaria de ter uma bola de cristal para evitar os sujeitos "curiosos". Eles vão ao seu escritório repleto de perguntas, mas se recusam a passar dados minimamente necessários para você elaborar uma proposta formal. No começo da minha carreira eu perdia muito tempo com gente assim.

Eles querem saber a melhor posição da garagem, como dispor as suítes no segundo pavimento, coisas do tipo. As vezes eles dão toda a pinta que já estão fechados com você. Pronto, mesmo sem entregar qualquer desenho, você deu de bandeja todas as diretrizes de um projeto.

Então, passa um ou dois dias e o telefone toca: é o marido (ou a esposa) da pessoa que lhe sabatinou anteriormente (nunca é a mesma pessoa).

- Sabe o que é, nós não vamos mais construir...

Ou:

- Nós fechamos com outro escritório...

Nessas horas fico matutando se falei alguma coisa errada, mas geralmente chego à conclusão de que entreguei informação e tempo para alguém que simplesmente estava fazendo um leilão invertido.

Por isso, há alguns anos adotei a política nada simpática do sinal: um pequeno valor de entrada antes mesmo de fazer o primeiro estudo. Se o contratante em potencial se recusa a pagar este sinal, isto significa que ele não valoriza o seu trabalho, ou não está realmente interessado em seus serviços.

Os eventuais dissabores que ocorrem em meu ofício (que não, não é um mar de rosas glamouroso que as revistas de matérias pagas atestam) ocorrem sempre que abro mão deste procedimento estritamente profissional.

Deixo como exemplo outro telefonema, de alguém que desejava regularizar uma casa já construída. Respondi que não poderia falar em orçamento sem uma visita técnica prévia, e que ela teria o custo similar ao de uma consulta com um advogado (com a clara diferença de que advogados não atendem em domicílio).

A senhora disse que ia pensar melhor e que me retornaria depois. Logicamente isso não aconteceu, mas ao menos poupei meu tempo para dedicar-me a um projeto especial, daqueles que a gente não pode contar antes da hora, até que dê tudo certo.

E aí a gente também vira um "curioso", mas no bom sentido, quando buscamos informações e soluções técnicas para resolver algo absolutamente novo para nós.

De meu lado, respeito o tempo dos outros. Por isso perguntei para um especialista num assunto abordado em um dos aspectos do meu trabalho, quanto ele cobraria para revisar alguns desenhos que realizei.

Ele não quis cobrar nada e ainda me deu uma aula inesquecível. 

Neste momento percebi o quanto este mestre valorizava a nossa amizade.

"

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Ideais e ilusões

"A Família" (circa 1890), pintura de Henry Rousseau (1844-1910) pertencente ao acervo da Barnes Foundation, Filadélfia, Estados Unidos.
"A Família" (circa 1890), pintura de Henry Rousseau (1844-1910) pertencente ao acervo da Barnes Foundation, Filadélfia, Estados Unidos.

Os jovens devem saber a diferença entre ideais e ilusões. Os ideais podem ser carregados por toda a vida. Já as ilusões são como grilhões que prendem as pessoas a um futuro não realizado. É para isso que serve o passado: sepultar o plano que não deu certo e o amor que não vingou.

Vejo pessoas ao meu redor, na casa dos 40 anos, presas em rodas gigantes que as levam de volta para um tempo onde tudo era potencial: a carreira que decolaria, o casamento que seria um conto de fadas, a casa que seria de revista.

Só que a vida não acontece desse jeito. Para desfrutá-la intensamente é preciso amadurecer. Abrir mão daquilo que não deu certo. Esquecer. 

(Esquecer também é uma benção, quase tão boa quanto perdoar e receber perdão.)

A pergunta que devemos fazer é:

- O que podemos fazer com aquilo que temos em mãos?

Pois a felicidade está escondida nessas coisas que por vezes ignoramos, desprezadas que são perto daquelas que compõem nossos sonhos.

Enterremos nossas ilusões e veremos que na superfície temos aquilo que precisamos para seguir em frente, pois o tempo não espera.

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sábado, 9 de outubro de 2021

Os Ecos na Pandemia captados por Jaime Troiano

Ecos na Pandemia: coleção de textos que capturam o espírito de uma época.
Ecos na Pandemia: coleção de textos que capturam o espírito de uma época.

A gente navega pelas redes sociais e somos inundados com fake news grosseiras, elaboradas por gente má intencionada e, de certo modo, competente no que faz, dado que muita gente acredita nelas. Aí ligamos a televisão e vem o contra-ataque: o noticiário da TV é carregado de autoproclamados defensores da Ciência e baluartes da verdade engajada, que é aquele tipo de verdade que o politicamente correto tolera.

Deste modo, a Pandemia do Coronavírus ganha ares de uma guerra de narrativas na qual quem não é extremista precisa ficar de cabeça abaixada nas trincheiras do cotidiano, esperando a doença arrefecer e os moderados assumirem os microfones e teclados da nova normalidade, sabendo que, no fundo, nada disso vai acontecer.

Oasis de bom senso

Eis que Jaime Troiano apresenta seu livro "Ecos na Pandemia: Impressões sobre como nós, as empresas e as marcas temos nos comportado no novo normal". É preciso ler as primeiras páginas para vencer aquele receio de se deparar com mais uma obra radical, onde as tonalidades de cinza não são bem-vindas no preto versus o branco das convicções baseadas em algo que a nossa geração vive pela primeira vez. 

A propósito, é uma obra de miolo colorido, com tons suaves de cores que refletem a leveza da escrita do especialista em Branding. Aqui, temos que destacar o trabalho da designer Vivian Amaral que, com sua diagramação e suas ilustrações, conseguiu dar pinceladas de coautoria neste livro.

Jaime Troiano é o típico descendente de italianos que carrega no DNA aquele entusiasmo renascentista de não se conformar em ser apenas uma coisa. Com graduação em Engenharia e Sociologia, lemos que ele também sabe manejar ferramentas de marcenaria. Seu formão também é usado para arredondar os textos que ele escreve para grandes veículos de comunicação, nas brechas do tempo dedicado à Troiano Branding, que presta consultoria na análise de marcas e comportamento dos consumidores. 

Como todo bom escritor, Jaime é um observador discreto. É assim que ele faz a sua feira, comprando frutas, verduras e legumes, mas levando para casa, também, novas percepções a respeito do gosto dos clientes e da preferência deles pelas empresas que ostentam discursos alinhados aos propósitos, não apenas para competir no mercado, mas para deixar uma marca na sociedade.

Das pessoas às marcas

Até chegar aos ecos das marcas propriamente ditas, Jaime Troiano organizou sua antologia de breves artigos, escritos basicamente entre 2020 e 2021, num crescente começando por capítulos dedicados às pessoas, passando pelos ecos dos consumidores e ecos das empresas, de modo que as pessoas estão na raiz de tudo. Por trás das marcas temos as empresas, por trás das empresas temos os consumidores e por trás dos consumidores temos as pessoas. 

Logo, as marcas são feitas por pessoas, para pessoas. Entender como elas reagem a uma situação de Pandemia é essencial para propor direcionamentos futuros das marcas, sem esquecer aquilo que nos trouxe até aqui. Deste modo, cabe perguntar: o que mudará na essência do ser humano? O que seguirá imutável? Estas são algumas das questões que Troiano aborda em seus escritos.

Bem, se pudesse fazer uma ressalva sobre este livro, seria apenas uma sugestão para a editora Maggi Krause: cortar, numa possível segunda edição, a palavra "Bem" (seguida de vírgula) no início de alguns parágrafos, dado que se trata de uma redundância comum na comunicação oral, mas que não combina com a erudição do autor, que faz várias citações de livros, filmes, poetas e filósofos ao longo das páginas. 

Porém, isso pode ser apenas uma impressão rafaelista da minha parte, para usar uma expressão proposta pelo próprio Jaime, uma vez que esse "Bem" no começo de alguns parágrafos pode não incomodar a maioria dos leitores além do meu campo de visão.

De certo, "Ecos na Pandemia" é um livro para você ter na cabeceira da cama e ler sem pressa, para assimilar melhor o que um neorrenascentista com tempero paulistano tem para compartilhar, debaixo do pano da cesta de pasteis (numa referência a uma das melhores passagens da publicação).

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domingo, 12 de setembro de 2021

Como eu vejo a arte

O texto a seguir foi publicado originalmente em 12/09/2017 no perfil do autor no Facebook.
O texto a seguir foi publicado originalmente em 12/09/2017 no perfil do autor no Facebook.

"

Vejo arte em tudo que significa superação e aprimoramento - quando o aluno vai além do que o mestre lhe ensinou.

Vejo a arte na busca do belo e na elevação do espírito humano.

Vejo arte quando ela revela o talento e a dedicação do artista, que entrega sua alma além de suas impressões digitais.

Vejo arte em algo inédito ou mesmo em algo tradicional, quando executado com maestria.

Não vejo arte na provocação pela provocação. Não vejo arte no blefe e na mera atitude conceitual, sem lastro criativo.

Arte não combina com proibição.

Mas ninguém pode ser forçado a ver arte onde ela não existe.

"

"Diogenes" (1882), pintura de John William Waterhouse  (1849–1917) pertencente ao acervo da Art Gallery of New South Wales, Austrália.
"Diogenes" (1882), pintura de John William Waterhouse  (1849–1917) pertencente ao acervo da Art Gallery of New South Wales, Austrália.

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sábado, 21 de agosto de 2021

As forquilhas do destino

Quantas bifurcações, quantas forquilhas, quantas possibilidades.
Quantas bifurcações, quantas forquilhas, quantas possibilidades.

Tem algo nas árvores que me fascina e não sei explicar exatamente o motivo. Sei que não estou sozinho nesta indagação. Logicamente, as árvores são repletas de simbolismo e, sem a sombra delas, a humanidade simplesmente não teria se desenvolvido.

As árvores fornecem madeira para móveis e edificações. As mais belas portas e janelas são feitas com madeiras nobres. Além disso, boa parte delas nos dão frutos, que são alimentos para o nosso corpo e o nosso espírito. Foi comendo o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal que Adão e Eva foram parar na Bíblia, uma coleção de livros cujo papel vem das árvores.

Lar para os pássaros, animais livres que nelas fazem seus ninhos, as árvores também fornecem lenha para cozinhar no sertão e para aquecer os lares nas noites mais frias. Será que é por isso que chamamos a lareira de lareira?

Ao contrário de nós, as árvores não podem se mover por conta própria. Elas não podem caminhar. Não podem peregrinar. Não podem viajar. Não podem escolher entre um caminho ou outro. Diante de uma bifurcação, elas não precisam escolher entre a esquerda e a direita. 

Porém, as árvores são repletas de bifurcações. Seus troncos se convertem em ramos, que se convertem em galhos, que sustentam as folhas. Observe uma folha de perto: ela é feita basicamente de ramificações. Deste modo, se uma árvore não pode escolher entre uma possibilidade e outra, ela se realiza dentre todas as suas possibilidades. Uma árvore constrói todos os seus caminhos dentro de si mesma e os percorre todos, o tempo todo, com a sua seiva.

Ao contrário da seiva, nós só podemos seguir por uma direção. Quer dizer, até podemos voltar atrás, mas nossas vidas não foram concebidas como um circuito fechado. Nossa viagem, assim como o tempo que interpretamos, tende a ser linear. Por isso, diferentemente das árvores, somos repletos de dúvidas, sempre que a vida nos apresenta uma bifurcação no meio da jornada.

- Bato o pênalti no alto ou chuto rasteiro?

- Faço um intercâmbio ou vou direto para a faculdade?

- Presto vestibular para jornalismo ou arquitetura?

- Procuro um emprego ou começo um negócio próprio?

- Digo que a amo ou faço o cara durão? 

- Caso ou compro uma bicicleta?

- Aporto nas ações da Taesa ou da Itaúsa?

Existem alguns momentos chaves em nossas vidas, cuja decisão binária muda completamente o nosso rumo no futuro. Quando conseguimos isolar esse momento de dúvida cristalina, é como se serrássemos uma bifurcação de uma árvore para compor uma forquilha. É com uma forquilha de madeira que os garotos da roça fazem seus estilingues. Com um pedaço de tripa de mico e um recorte de couro este brinquedo de caráter altamente filosófico está pronto.

Nós tendemos a pensar que devemos considerar uma possibilidade ou outra, quando chegamos num momento de indecisão, quer seja, numa bifurcação. Nessas horas lembre de um reles estilingue: a sua forquilha funciona como uma mira.

Então, para não sucumbir no vacilo entre A ou B, preto ou branco, quente ou frio; temos que ter um alvo, um propósito de vida, e a partir desse propósito devemos nortear nossas decisões. Inevitavelmente a dúvida e o questionamento fazem parte deste processo. São as grandes dúvidas e questionamentos que nos impulsionam para frente e para o alto. Essa é a função da tripa de mico elástica e do courinho na ponta oposta da forquilha.

No fim das contas, somos como pedras arremessadas, rolando por aí. Like a rolling stone.

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Que nota você dá para a minha opinião?

É feliz quem vende a felicidade?

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