terça-feira, 19 de junho de 2018

O Brasil de verdade não joga mais

O Brasil de verdade não joga mais - por Jean Tosetto

As Copas e as Olimpíadas tem um papel que as pessoas por vezes ignoram: estes eventos dizem que o tempo passa e, no meu caso, que estou ficando velho.

Creio que estou ficando velho e ranzinza, pois não consigo mais me empolgar (nem um pouquinho) com a seleção brasileira.

No meu tempo (vejam como estou envelhecendo) a gente tirava sarro do amigo corintiano quando o Marcos do Palmeiras pegava um pênalti do Vampeta. Aí chegava a Copa do Mundo e a gente torcia para o mesmo time. Incrível. Ficávamos ainda mais amigos. Marcos e Vampeta estavam lá, juntos para trazer a taça.

Hoje, não sei escalar o time do Brasil. Os caras jogam em clubes da Europa e muitos deles sequer passaram pelos grandes clubes brasileiros.

E como estou ficando velho e ranzinza, me recuso a torcer pelo Real Madrid. Nem quero saber do Barcelona, do Chester e do Manchester. Times ridículos que lavam dinheiro e levam nossos craques.

Na próxima Copa, a seleção brasileira tem que enfrentar uma final eliminatória antes mesmo de começar as eliminatórias com outros países. De um lado a seleção de jogadores que jogam na Europa e de outro a seleção de jogadores que jogam no Brasil. Um jogo de ida em Londres (onde o falso Brasil mais joga seus amistosos) e o jogo de volta no Pacaembu, pois acabaram com o Maracanã.

Quem ganhar segue em frente. Aí quem sabe eu volte a torcer pelo Brasil, se o time formado por palmeirenses, corintianos, flamenguistas e tricolores - dentre tantos outros - ganhar.

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