terça-feira, 3 de abril de 2018

Mesmo os tempos ruins são bons

"Barcos de Pesca na Praia de Saintes-Maries" (1888).  Pintura de Vincent van Gogh (1853-1890) exposta no Van Gogh Museum em Amsterdã, na Holanda.  [Texto publicado originalmente no grupo da Suno Research no Facebook em 15 de dezembro de 2017.]
"Barcos de Pesca na Praia de Saintes-Maries" (1888).  Pintura de Vincent van Gogh (1853-1890) exposta no Van Gogh Museum em Amsterdã, na Holanda.

Recentemente estava comentando com um amigo que nós devemos ser seletivos com tudo que lemos, ouvimos e assistimos através das diversas mídias, pois o tempo todo estamos num processo de PNL - Programação Neurolinguística.

Se músicas podem ser interpretadas do ponto de vista matemático - no seu ritmo, harmonia e melodia - então a frequência do pensamento resultante de uma audição acaba influenciando o nosso comportamento. O mesmo vale para poemas cadenciados e para a métrica escondida em textos sagrados, a mesma que os cabalistas estudam.

Pessoalmente, cresci ouvindo bandas de Rock: Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd... Até hoje tenho preferência por músicas mais antigas, dos anos de 1960 até 1990. Das bandas mais recentes, aprecio Oasis, Blur e Radiohead.

Aos poucos vamos conhecendo bandas que não fizeram tanto sucesso, mas que eram muito boas, como Kinks e Tremeloes - esta última tem uma música com um título sugestivo: "Even The Bad Times Are Good" - onde o sujeito consegue ver o lado bom, mesmo nas situações difíceis.

Para quem não conhece, segue o link para ouvir no Deezer.

Ocorreu-me que esta canção pode ser entoada por aqueles que investem no mercado financeiro através da estratégia dos dividendos, da qual também sou adepto.

Vejamos: nós torcemos para que as cotações das ações das melhores empresas pagadoras de dividendos caiam, pois deste modo o Dividend Yield fica mais atrativo.

Então, se as agências internacionais de classificação de risco rebaixam a nota do Brasil, os investidores estrangeiros tiram dinheiro da Bolsa de São Paulo: as ações caem, mas isto não significa que o valor intrínseco das empresas também vai cair.

Esta é uma notícia ruim para muitos? Sim. Mas para o investidor da estratégia de dividendos ela tem um lado bom.

Quando o Federal Reserve - o banco central dos Estados Unidos - anuncia um aumento de 0,25% nas taxa básica de juros, a Bolsa de São Paulo sofre, pois os investidores mais conservadores levam seu dinheiro para o mercado norte-americano.

Ruim para quem foca no valor patrimonial das ações. Bom para quem deseja comprar ótimas ações de bons indicadores fundamentalistas, com desconto.

Por outro lado, quando dizem que a Reforma da Previdência sairá em breve, o mercado financeiro interpreta isso com bons olhos: as ações se valorizam.

Se, deste modo, fica ruim para quem investe em dividendos, ao menos para quem já está com a posição montada o seu patrimônio aumenta, lhe gerando a necessidade de estocar recursos na renda fixa, para esperar novas oportunidades.

E assim por diante.

Para quem adota a estratégia dos dividendos, não tem tempo ruim. O investidor que segue os passos de Bazin, Barsi, Reis e Wohlers, é como o velejador que sabe ajustar as velas para navegar contra as correntes predominantes dos ventos.

"Mesmo os tempos ruins são bons, desde que eu possa correr para você, meus caros dividendos."

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