quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Século 21: a hora e a vez do politicamente correto?

Século 21: a hora e a vez do politicamente correto? (por Anibal Tosetto)

Ficção e suposições decorrentes de meras elucubrações inerentes ao ser humano e sua luta pela sobrevivência. Qualquer semelhança com a realidade aqui ou algures é mera coincidência.

Por Anibal Hercules Tosetto

Movidos por um "democrático comportamento educado" fomos ouvindo e timidamente concordando com certas opiniões "politicamente corretas". Depois, expostos a uma paulatina escalada e adesões ao "politicamente correto". Fomos assistindo e concordando e, agora... se discordarmos, surpresa não será se formos taxados de "reacionários" e outros pejorativos.

Militâncias “politicamente corretas” vidradas em caçar todos os “contrários às suas causas e interesses”? Acusações verdadeiras e até falsas envolvendo "racismo", "assédios" e outras "fobias" passaram a impor uma espécie de “autopoliciamento”, digno de ser copiado até pelo regime totalitário da Coréia do Norte?

Esse “autopoliciamento” estimulado pelo “politicamente correto” não reprimiria a capacidade crítica dos indivíduos, ao ponto de até adotarem os discursos de seus potenciais opressores? Portanto, uma sociedade induzida ao “autopoliciamento” não reagiria, mesmo contra mudanças por escusos interesses dos “politicamente corretos”?

Pelo “politicamente correto”, a mídia não estaria agindo de forma medrosa e beirando à covardia, quando tem que informar certos fatos, opinar e criticar? É ridículo ler ou ouvir na mídia certas palavras como “suspeito”, “suposto”, “supostamente”, até mesmo quando um criminoso é preso em flagrante delito e reconhecido que cometeu o crime?

Seria possível distinguir e separar o que seja “politicamente correto saudável” de ações que poderiam constituir um meio para impor um “não saudável” ambiente de “liberdade controlada” e antecedendo um regime autoritário? Enfim, o “politicamente correto não saudável” seria o estratagema para desunir, desarticular e fragilizar uma sociedade, com o intuito de torná-la uma presa ideal para ideologias e objetivos antagônicos a uma, ou até mesmo, um conjunto de Nações?

O comprovado uso da Internet interferindo em eleições dos EUA, Inglaterra, França e outros países também não estaria demonstrando que seria possível espalhar e adubar sementes do “politicamente correto não saudável"?

Facilitado pelo momento oportuno em relação aos EUA, um império se fragilizando, até que ponto o "politicamente correto" poderia ser plantado e manipulado por antagônicos a tudo que o Mundo Ocidental possa representar? Seria pela eurasiana Rússia, em uma busca de supremacia interrompida com o fim da antiga URSS? Pelo Mundo Islâmico, representado pelo “IS” e outros radicais? Pela China, uma potência ocupando cada vez mais espaço na economia e decisões mundiais?

Algo impensável até poucas décadas atrás, o “politicamente correto” estaria influenciando e reformulando valores culturais, morais, éticos, códigos e leis? Cada preconceito seria uma oportunidade a ser explorada? Se necessário, sob o manto da Democracia & Legalidade, instigaria conflitos entre classes sociais, minorias, etnias, credos e opiniões políticas?

Concluindo, pergunto:

1) Devemos nos manter sempre despertos e atentos em relação aos “politicamente corretos” nos policiando sem tréguas?

2) Acreditarmos piamente que no “politicamente correto” são bem-vindas ideias e atitudes em prol de um Mundo Melhor?

AHT

28/12/2017 *

* PS: Hoje estou completando 70% de um século. Entre várias atividades recreativas oferecidas pelo hotel onde estou curtindo meu aniversário, optei por uma cavalgada. Para minha surpresa, fui alertado pelo tropeiro para evitar que o meu cavalo se aproximasse dos outros oito cavalos da tropa. Motivo? – Simplesmente porque seria rejeitado. Um cavalo vítima de bulling. -- È vero! --- Por esse bulling eqüino e a essa onda do tudo pelo “politicamente correto” que só me resta levar a sério, isso: Rir é um santo e delicioso politicamente incorreto remédio!


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2 comentários:

  1. Mais do que perfeito, Sr. Aníbal. Não dà para acrescentar nada, nem subtrair nada, não dá para mexer em uma vírgula sequer no seu texto, nem no seu pensamento. Eu me sinto tremendamente incomodado com a maioria do "politicamente correto" que me torna tolhido da minha liberdade. Chega a ser revoltante ler pela imprensa essas palavras citadas no seu texto: suspeito, suposto, supostamente. Acho que o politicamente correto, não serve pra ninguém, muito menos para alguém como eu que também vou atingir os 70% de um século, em alguns meses. E não consigo acreditar que o politicamente correto, traga boas idéias e atitudes em prol de um mundo melhor. Parabéns e obrigado pelo ótimo texto.

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    1. Caro Romeu Nardini,

      Em primeiro lugar, agradeço suas considerações e apoio.
      Escrevi e pensei alguns dias em publicar ou não publicar, revisei e hoje pedi para o Jean postar no tosetto.com

      Abração!

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